O que tanto mudou em Viseu de 2019?

Diário de bordo: a primeira aventura na Viseu do futuro.

Fisca continua a se impressionar com Viseu de 2019. Que cidade moderna e cheia de lembranças do passado, o que explorar primeiro? Não sabia por onde começar. Fisca, curiosa do jeito que é, já estava em busca de mais informações, então cutucou o primeiro indivíduo que passou na sua frente.

Maria Tata já deu os seus pulinhos se colocando à frente do cidadão viseense e, sem respirar, começou a lançar perguntas e indagações ao sujeito.

  • Olha aqui pessoa do futuro, eu sei que é diferente, mas é real. Aqui quem vos fala é uma batata mesmo, e eu preciso das minhas respostas pra ontem, ou melhor, agora no tempo mais que presente. 

A pobre cobaia não conseguiu balbuciar nenhuma palavrinha sequer, e apontou para uma rua que descia em um declive entre edifícios antigos. Com dois belos e grandes sorrisos, as duas amigas agradeceram a face de choque que estavam a receber e começaram a exploração do dia. A parada obrigatória era então o Museu de História da Cidade, na Rua Direita. 

Em meio a paredes e memórias, as viajantes viram seu passado ser contado por imagens que se mexiam, viram pedaços e materiais das casas que já não estão de pé, as peças de ouro que os importantes usavam, a Cava de Viriato modelada em uma escala tão pequena que grandes vacas pareciam formiguinhas. É engraçado como a história pode ser contada de tantas formas diferentes e vencer forças tão poderosas como o tempo. Ao percorrerem os espaços do museu, se depararam com um altar em pedra da segunda metade do século I d.C. que remete à Viseu de origem em seu primeiro nome, Vissaium. E quem diria, ali há uma cápsula do tempo para os habitantes do futuro, quer dizer, muito mais no futuro! Fisca ficou emocionada com o espaço dedicado às histórias da Feira de São Mateus. Que felicidade, perceber que as medidas para modernização da feira que seu amigo investiu tantos esforços, o Capitão Almeida Moreira, deram imenso resultado. Parecia que toda gente estava feliz e orgulhosa da cidade e seus progressos. Enquanto Fisca estava imersa em seus pensamentos nostálgicos, um barulho de uma buzina invadiu o ambiente, garantindo-lhe um belo susto. Lógico que Maria Tata já estava mexendo no que não devia e apertou a buzina da mota do Rei das Farturas. 

Que visita, quantas lembranças, que cena mais linda, será que elas estavam a se apegar ao ano de 2019? Eu, narrador, acho difícil, e sigo a acompanhar esse diário de bordo que continuará recheado de explorações que desafiam o tempo e conectam histórias.